Website Oficial - Freguesia de Maças Dª Maria

A primeira referência que existe ao nome de Maçãs de Dª Maria, é no documento da criação do concelho de Arega, por Pêro Afonso, filho bastardo de D. Afonso Henriques, referindo que este confinava com o rio “Mazanas” (Maçãs), hoje ribeira da Várzea. Como se constata, é um curso de água que dá o nome a esta região.

Maçãs surge no seguimento de um conjunto de doações e criações de concelhos em redor da ribeira de Mazanas: o concelho de Penela, fundado por D. Afonso Henriques, que ia até á confluência do rio Almafalla e Alge; o concelho de Figueiró dos Vinhos, criado por Pêro Afonso em 1204, e a Albergaria de Martim Fernandes, doada e coutada em 1208 por D. Sancho I.

E é entre estes territórios que aparece uma extensa área, que D. Sancho I doa a D. Maria Paes Ribeiro, em 1209 ou 1210, e seus descendentes.

Do memso ano é a carta de Avelaal e Almafalla, que inclui toda a região de Mazanas. Daqui, se pode retirar que havia uma sobreposição das expressões Almafalla e Mazanas, se não de todo, pelo menos em parte.

Maçãs de Dª Maria estava dependente de Chão de Couce, possivelmente, antes de 1434, aonde aliás, morava o donatário. Esta concessão é confirmada por D. Afonso V, em 1451 ao Terceiro Conde de Vila Real.

A 12 de Novembro de 1514, D. Manuel cria o concelho de Maçãs de Dª Maria juntamente com o de Avelar, Aguda, Pousaflores e Chão de Couce – que compõem a Comarca das Cinco Vilas – continuando no entanto a pertencer aos Marqueses de Vila Real, ratificados por D. João III, D. Sebastião e Filipe I.

Em 1641, devido á Restauração da Coroa Portuguesa, procedeu-se á confiscação dos bens e sentença de morte, por conspiração a favor de Castela, dos Marqueses de Vila Real, sendo estes incorporados na Casa do Infantado, na pessoa do Infante D. Pedro, onde estiveram até 1834, dando-se provimento ao decreto de 1832. Este decreto permitiu que as terras aforadas ficassem nas mãos dos seus usuários.

Em 31 de Dezembro de 1836 e no seguimento da reorganização do territótio nacional, foram integrados no concelho de Maçãs de Dª Maria os extensos concelhos de Aguda e Arega. Em 1855 este concelho é absorvido pelo de Figueiró dos Vinhos e em 1895 é anexado ao concelho de Ansião. E só a partir do ano de 1898 passa definitivamente para o concelho de Alvaiázere.

PELOURINHO

Situado em frente da antiga Câmara, ao lado do edifício da antiga Casa do Povo de Maçãs de Dª Maria.

Data provável de construção – Séc. XVI.

Transformado em cruzeiro no Séc. XIX/XX. É do tipo coluço. Tem um soco de quatro degraus, de planta quadrada, sobre o qual assenta uma coluna de base prismática quadrangular, bastante elevada, com fuste cilíndrico e capitel toscano, rematado por cruz.

(Classificado como Imóvel de Interesse Público (IIP) pelo Decreto nº 23122, DG 231 de 11 de Outubro de 1933).

CRUZEIRO FILIPINO

Situado junto ao adro da Igreja Matriz. Com a data de construção gravada do lado sul (1626).`

É um Cruzeiro abrigado sob edícula copulada.

Todo ele feito em pedra calcária e alvenaria rebocada.

(Classificado como Imóvel de Interesse Público (IIP), desde 1990).

FONTE DO PEREIRO EM MAÇÃS DE Dª MARIA

Encontra-se situada a nascente da Vila de Maçãs Dª Maria.

Possível Origem – Medieval.

É uma fonte  tipo mãe d´água de planta quadrada rematada em pirâmide com duas bicas.

(Classificada como Valor Concelhio (VC), desde 1990).